terça-feira, dezembro 28, 2004

E de repente
A tempestade assolou os campos
as cidades e as praias
O vento forte e as águas faziam de todos
E de tudo dançarinos da morte

Àrvores outrora imponentes partiam-se
Como folhas secas
Nas cidades tudo caía ,tudo partia.......

No ar ouviam-se gritos de dor
Ruídos ensurdecedores das casas caindo
Dos homens fugindo e chamando pelos filhos
Ruídos de dor e choro por todo o lado

O céu tornou-se escuro
E a chuva preta desabou
O ar tornou-se insuportável
Em recônditos lugares a vida suspensa

E a chuva caía, caía ...sem fim
Dizimando os restos
das cidades dos homens
Apagando os vestigios da imponente civilização

Tudo parou
Ali nada sobrou
Um silêncio inaudível era ouvido
Apenas o olhar esbugalhado dos pequenos
sobriventes

O sol voltou aparecer
E esparsas terras aquecer
Basta um homem e uma mulher vivos
Para a esperança renascer qual Fénix
A incerteza de vida aqui
A interminável vida alèm